Twitter, Facebook e blogs para a pregação do Evangelho de Jesus Cristo

Já lá se vão uns 15 anos da consolidação da internet como meio de comunicação, interação e informação. O advento do universo virtual, primeiro através dos computadores pessoais e, ultimamente, por meio de notebooks, iPads, tablets e muitas outras maravilhas tecnológicas, mudou definitivamente a humanidade, numa mudança que pode ser comparada, em abrangência e efeitos, à Revolução Industrial do século 18. Presente em todos os segmentos sociais e em praticamente todas as atividades humanas, a informatização já superou antigas barreiras e temores de pessoas mais conservadoras, que temiam a substituição do ser humano pela máquina. Isso porque, incorporada definitivamente à sociedade contemporânea, a internet é hoje parte essencial do aparato de qualquer pessoa, seja no ambiente de trabalho, no lazer, nas relações sociais, e, por que não dizer, na vida espiritual. Um dos últimos segmentos a render-se aos encantos da grande rede, a Igreja já não vê mais no computador uma ferramenta do anticristo. Ao contrário – em meio a uma geração que já nasceu plugada, a informática é hoje usada na evangelização, na edificação e na comunhão entre crentes do mundo inteiro. É um tremendo campo missionário, ainda praticamente inexplorado pelos crentes.

Com a presença cada vez maior de internautas on line (quase 75 milhões de brasileiros fazem uso regular da grande rede, segundo o instituto Ibope Nielsen), a web já é um dos espaços mais frequentados pelas pessoas, que ali se comunicam umas com as outras, trabalham, estudam, se distraem, programam a agenda e fazem compras. Grandes redes sociais, como o Facebook e o Orkut, já têm mais pessoas como membros do que a população de muitos países. Além disso, a vida virtual ganha cada vez mais horas do cotidiano do homem moderno. O Brasil, por exemplo, é a nação onde o internauta passa mais tempo conectado – uma média de 19 horas e meia por mês, segundo o Ibope Inteligense. Diante de números tão expressivos, a Igreja desistiu de demonizar a web e passou a usar suas múltiplas possibilidades para exercer atividades que lhe são essenciais, como a evangelização, o ensino bíblico, a comunhão e até a oração. Das simples mensagens por e-mail com conteúdo cristão, os crentes passaram a propagar sua fé nos chats e nas radiowebs, sem falar nos microblogs, na transmissão de cultos em tempo real e nos aconselhamentos virtuais. É o Reino de Deus tornando-se acessível a um simples clique de mouse!

Entre os grupos religiosos que exploram a web, os evangélicos estão entre os pioneiros, ao menos no Brasil. Segundo pesquisas realizadas pelo antropólogo Airton Jungblut, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, entre os chats de conteúdo religioso, os evangélicos são os mais procurados. Na sua tese de doutorado Nos chats do Senhor, o estudioso mensura diversas características do comportamento religioso na net, mapeando o interesse tanto de discutir questões relativas a fé como de converter outros às suas doutrinas. “As razões históricas para esse movimento é que os evangélicos sempre fizeram um uso mais eficiente dos meios de comunicação de massa”, avalia Jungblut. “No passado, o uso da imprensa pelos protestantes foi fundamental para o seu crescimento. Além disso, a forte prática em busca de conversões faz com que se usem de todos os recursos possíveis para divulgar seus pontos de fé.”

Uma das características descobertas na pesquisa do professor é que essas ações na internet se davam muito mais de forma individual do que institucionalmente. Dois comportamentos que diferem aqueles militantes da fé que estavam nos chats das lideranças religiosas que buscavam se inserir na web foram identificados. “Um grupo de internautas usava a ferramenta para criar espaços de sociabilidade entre evangélicos, um uso não propriamente religioso. Por outro lado, havia aqueles que tentavam fazer da web uma extensão da igreja, reproduzindo algumas rotinas, como estudos bíblicos”, cita o professor.

BONDE DA HISTÓRIA

Navegar na grande rede em busca de almas e de crescimento espiritual, sem necessidade de um templo físico ou mesmo de sair de casa, pode parecer perigoso para uma crença fortemente baseada na comunhão como é a evangélica. Contudo, é inegável a eficiência dos modernos recursos tecnológicos como forma de comunicar o Evangelho – e isso está totalmente de acordo com a tradição protestante desde os tempos essencialmente analógicos. “Se estudarmos os movimentos religiosos cristãos, eles sempre valorizaram todas as formas de comunicação disponíveis no seu tempo”, destaca a jornalista e doutora em ciências da comunicação Magali do Nascimento Cunha, da Faculdade Metodista de São Paulo (Umesp). Crente metodista, ela destaca que, além das facilidades proporcionadas pela web, o baixo custo, sobretudo em comparação com mídias muito usadas pelas igrejas, como rádio e TV, faz da internet um recurso que não pode ser desprezado.

Agências missionárias e entidades cristãs não querem perder o bonde da história e já fazem do computador parte importante de seu trabalho. Diversos espaços na web para divulgação de material como textos, vídeos e cursos têm surgido, oferecendo ao internauta canais virtuais dos mais diversificados. No ano passado, a Junta de Missões Nacionais (JMN), órgão da Convenção Batista Brasileira, lançou todo o seu material de divulgação anual na internet e realizou a campanha “Vamos invadir o You Tube”, convidando os crentes a postarem vídeos evangelísticos na rede. O site foi fundado há seis anos, e a JMN também usa o Twitter, tanto para levar mensagens como para transmitir eventos relevantes. Mais recentemente, a agência entrou no Facebook com o projeto MIT (“Minuto que impacta e transforma”). “Milhares de pessoas já aderiram”, informa o pastor Marcos Azevedo, coordenador regional da JMN em Pernambuco. “A campanha tem como objetivo principal levar o povo de Deus a orar pela evangelização do Brasil”. Funciona assim: todas as segundas-feiras, os participantes separam um minuto – um minutinho, apenas – para orar, sempre ao meio-dia.

De acordo com Azevedo, o MIT também pode ser realizado em outros dias e horários, já que o que importa mesmo é ressaltar a importância da oração. Outra instituição que está se lançando na rede é a Junta de Missões Mundiais da CBB. Além do site institucional, que dispõe de informações sobre os missionários e os campos em que eles atuam, além de documentários, a entidade já está no Facebook através da JMM Jovem. Segundo o missionário Cláudio Elivan, a inserção na rede social é mantida por um grupo de colaboradores de várias regiões. Um dos principais objetivos é trabalhar a consciência da vocação entre a juventude. “Entendemos que o conhecimento coletivo é muito mais rico. Nascemos há pouco tempo, mas temos um número crescente de pessoas que curtem nossa página, nos seguem no twitter e se cadastram no nosso site”, garante Elivan. O Facebook da JMM Jovem é atualizado de segunda a sexta por um grupo de 25 redatores, que integram uma equipe on line de cerca de sessenta pessoas que, segundo Elivan, contribuem na construção de conhecimento, planejamento das ações, marketing, produção de vídeos, organização das viagens e produção de manuais, entre outras atividades.

Conhecida por sua criatividade e postura de vanguarda, a agência Jovens com Uma Missão (Jocum) não poderia estar de fora dessa descoberta ainda recente da potencialidade espiritual da internet. A regional de São Paulo da missão usa a web para despertar a visão missionária e mobilizar crentes e igrejas. Além de investir nos sites, a organização está no Twitter, com um perfil com mais de dois mil seguidores, e no Facebook, com cerca de três mil – números que, evidentemente, não param de crescer. “Não temos ainda um uso evangelístico da internet. Nossa comunicação é voltada para a conscientização da Igreja”, aponta André Rocha, relações públicas da Jocum Sampa.

Além de se constituir em um ponto de notícias do campo missionário, a web tem sido utilizada pelas organizações que trabalham com missões para divulgação de motivos de oração, criando uma grande rede de intercessores, e também para distribuir os produtos dessas organizações nas lojas virtuais. Sites como o da missão Portas Abertas ou da JMM expõem diariamente assuntos que dizem respeito às suas atividades. Os cuidados, porém, são redobrados para não expor os missionários que atuam em países ou regiões onde há perseguição religiosa. Esta é a razão, inclusive, porque tais organizações constantemente instruem os internautas a não postarem fotos ou nomes de alguns missionários. É através da internet que Portas Abertas também dá visibilidade à situação de obreiros que têm a vida ameaçada por pregar o Evangelho. Recentemente, o caso do pastor iraniano Youcef Nadarkhani – condenado à morte por um tribunal islâmico de seu país – repercutiu em todo o mundo, gerando um forte movimento internacional por sua libertação.

BLOGOSFERA GOSPEL

“Assim como a imprensa de Guttemberg democratizou o conhecimento pelo livro impresso, a internet está fazendo o mesmo, em uma escala muito maior, com as páginas virtuais”, afirma o blogueiro João Cruzue, presbítero da Assembleia de Deus. Os blogs – para quem ainda não sabe, uma espécie de diário, em que as mensagens e textos, chamados posts, são veiculados em ordem cronológica – são outra possibilidade que começa a ser usada de maneira intensa pelos crentes. Somente a União dos Blogueiros Evangélicos (UBE) possui cerca de 15 mil blogs filiados. Além de gratuita, uma das vantagens dessa ferramenta é a democratização da palavra. Assim, não são apenas pastores ou líderes de renome que expõem suas mensagens na rede. Qualquer crente com uma ideia na cabeça e um computador à mão, de qualquer origem ou tendência, pode fazer o mesmo, ajudando a rechear ainda mais a já incomensurável blogosfera.

Segundo Cruzue, esses diários virtuais são o primeiro degrau para a publicação de conteúdo cristão na internet, e o que os distingue é a originalidade dos seus donos. Para contribuir na formação dos blogueiros evangélicos, ele fundou a Academia dos Blogueiros Cristãos. Ali, alguns tutoriais criados por ele mesmo ensinam como criar e manter um blog, tudo de forma gratuita. Outra iniciativa do presbítero foi a Associação de Blogueiros Evangélicos, que tem o objetivo de divulgar uma ideologia: a de que o Evangelho deve, sim, ser divulgado na internet, mas com qualidade. “Há gente blogando qualquer coisa”, critica. Na sua opinião, os formadores de opinião, hoje, não são os cristãos – mas isso pode ser mudado, e a web é um bom caminho.”Vislumbro que, do meio da quantidade, surgirá a qualidade. E, para ter qualidade, é preciso compartilhar conhecimento em tecnologia de publicação de conteúdo”, defende.

Na opinião do pastor Carlos Roberto Cavalcanti, que é pesquisador do Instituto Cultural de Pernambuco, blogueiro e autor de diversos livros, a blogosfera tem sido um ambiente fértil para o ressurgimento de discussões teológicas de grande relevância para a Igreja atual – sobretudo nestes tempos em que a Igreja, como instituição, anda no foco da insatisfação de muitos cristãos. “Os jovens que não conseguem expor suas opiniões na igreja estão na internet, dando publicidade às suas decepções. Por isso, estão surgindo na web discursos em busca das antigas doutrinas da graça, que estão na raiz da Igreja”. No entanto, adverte, o fato de não haver qualquer controle sobre o que é veiculado na internet – também chamada, e com razão, de “território livre” – exige critério de quem a usa. “A disseminação de heresias é uma preocupação. Parece até que essas coisas se espalham mais rápido. Mas as pessoas devem buscar aquilo que edifica e reter o que é bom.”

Outra realidade apontada por Cavalcanti é o custo dos e-books e a possibilidade de acesso a conteúdos raros e históricos. O teólogo explora bem essas duas vantagens. Em seu estudo sobre alguns textos bíblicos que tiveram seus sentidos corrompidos pela Igreja ao longo da História, ele está fazendo uso dos manuscritos mais antigos da Bíblia – que, para a alegria de pesquisadores e curiosos, estão disponíveis na net. Para facilitar o acesso de novos leitores às suas publicações, Cavalcanti disponibilizou todos os seus livros numa versão on line.

Tanto nos blogs como nos vídeos e redes sociais, uma verdade parece se consolidar na web: as iniciativas de caráter institucional não são tão bem sucedidas quanto aquelas movidas por ações individuais. De acordo com o escritor Valter Luís de Avellar, autor do livro Internet e espiritualidade – O despertar através das mensagens de e-mail, os temas que despertam menos interesse nas caixas de postagem dos internautas são justamente as de conteúdo religioso, apreciadas apenas por 7,2% das pessoas que entrevistou. Muitos sites de igrejas, lançados com alarde, estão estáticos na internet, como um templo vazio. Para Uziel Bezerra, pastor batista, as igrejas precisam lançar mais conteúdos na rede, valorizando os estudos bíblicos de qualidade e a transmissão ao vivo dos cultos. Fazendo uma comparação com o mundo de antes da internet, Uziel lembra que, hoje, o primeiro lugar onde as pessoas vão buscar informação é no Google. “Em outros tempos, em caso de dúvida, se perguntava a um professor ou líder espiritual. Hoje, a pessoa simplesmente entra na internet e pesquisa. Ainda não temos um banco de dados eficaz, apesar de haver muita coisa  sobre questões bíblicas ou doutrinárias”, aponta .

Entre as suas atividades ministeriais diárias, o pastor Uziel separa ao menos uma hora por dia para realizar aconselhamentos pela internet. No passado, muitas igrejas investiram num formato parecido, mas através do telefone, que tinha um custo elevado. “A internet se transformou naquilo que alguns teóricos chamam de aldeia global. Dentro do conceito de interatividade, temos uma quantidade enorme de pessoas on line, em busca de desenvolver relacionamentos”, comenta. “Jesus ministraria a essas pessoas. Então, invisto tempo para aconselhar e orientar pessoas através de chats ou do Twitter. Essa é uma área ainda carente na internet”, aponta.

QUALIFICAÇÃO

Outra área das modernas tecnologias de comunicação que vem conquistando adeptos entre os evangélicos são as radiowebs. Além do baixo custo, esse tipo de mídia tem a vantagem da praticidade. Segundo o diretor da Gospel Rádio Web, Emanuel Farias, não é possível mensurar a quantidade dessas emissoras evangélicas on line, que crescem a cada dia pela facilidade de criá-las. Só na lista do portal Rádios, que abriga milhares de canais de TVs e rádios que estão na rede, há nada menos que 818 radiowebs na categoria “gospel/evangélicas”. “Qualquer pessoa com um bom computador noções mínimas de áudio e internet consegue fazer uma excelente transmissão”, comenta. Outra vantagem desse tipo de mídia é a interatividade. “Existem web rádios que fazem transmissão on demand, ou seja, através de áudio gravado que fica à disposição no site”, diz o especialista.

Em um mundo onde barreiras religiosas continuam sendo erguidas, dificultando a livre pregação da Palavra de Deus a quem queira ouvi-la, mídias como essa, que podem ser acessadas mesmo em um esconderijo, são mais que bem vindas. “Uma das muitas missões das radiowebs é simplesmente fazer com que o Evangelho seja divulgado. As igrejas poderiam fazer com que a visitação e o conhecimento das rádios aumentassem”, defende. Para isso, emenda, bastaria que se integrassem mais ao mundo virtual. O diretor da Gospel Rádio Web entende que a atuação dessas micro-emissoras poderia ser potencializado com o reconhecimento das igrejas e a integração das instituições religiosas, “inclusive para a qualificação da programação”. No entender do cientista da computação Thiago Ferreira, tal investimento da Igreja no mundo virtual já e faz mais do que necessário. Crente batista, ele defende a excelência também nessa parte de obra de Deus: “Como qualquer outro serviço, para funcionar de fato, é preciso que se faça bem feito e que os conteúdos sejam atualizados com frequência”. Mais do que outras revoluções, a digital requer agilidade de seus protagonistas – ainda mais porque, nesta seara virtual, os ceifeiros podem ser muitos.

Seara virtual

 

  • O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à internet.
  • Quase 75 milhões de brasileiros são internautas.
  • 63% dos internautas brasileiros têm idades entre 15 e 35 anos.
  • No Brasil, existem entre 20 mil e 30 mil blogueiros evangélicos.
  • A União de Blogueiros Evangélicos tem cerca de 15 mil filiados.

Fonte: Cristianismo Hoje


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Published in: on março 30, 2012 at 13:12  Deixe um comentário  

O Evangelho segundo a web

Não estão na MTV nem nas rádios ou programas de auditórios badalados. Mas nomes como Aline Barros, Regis Danese e Oficina G3 estão movimentando o mercado brasileiro de música gospel – que chega a faturar 1,5 bilhão de reais ao ano. Um mercado quase paralelo, mas que capta a lógica das novidades do mainstream e consolida um público fiel.

Ao contrário da tendência observada há alguns anos pela indústria fonográfica, os consumidores de música gospel não costumam fazer downloads na internet, nem mesmo comprar discos piratas, o que fez com que a produção de CDs e DVDs do gênero se tornasse bastante lucrativa.

De olho nesse nicho, empresas de entretenimento criaram programas e serviços da internet para atender este público religioso e ávido por consumo.

É o caso da LouveTV, que entrou no ar em outubro do ano passado. Idealizada por David Almiron, a página é uma espécie de MTV online, que apresenta conteúdo musical gospel, integrada a uma rede social em que os usuários podem cadastrar um perfil, trocar mensagens e fazer comentários sobre seus clipes favoritos.

A ideia surgiu depois que Almiron e seus sócios Evandro Paiva, Eduardo Rodrigues, Leka Coutinho e Alberto Vilar notaram que, apesar do crescimento do mercado da música gospel, ainda não havia um canal de Tevê que se dedicasse exclusivamente à veiculação desse tipo de conteúdo, o que dificultava o trabalho das gravadoras na divulgação dos artistas.

O site exibe programas gospel o dia todo, comandados por apresentadores jovens.

Para colocar a página no ar, David e seus sócios investiram cerca de um milhão de reais.

Embora o trabalho de divulgação mal tenha começado, a LouveTV já tem cerca de 15 mil usuários cadastrados e já fechou acordo com diversas gravadoras, entre elas a Som Livre e a Sony, principais empresas do segmento.

Mas os sites destinados aos religiosos não se limitam ao mundo da música. Eles também criaram uma lógica específica de relacionamento online entre os cristãos.

Um exemplo é a Amor em Cristo. O Orkut ainda nem tinha estourado no Brasil quando essa rede social nasceu. A página, que foi criada em 2003, já reúne mais de um milhão de brasileiros em busca de um romance – sobretudo se for “aprovado” pelo Senhor.

O esquema é igual ao de uma página de relacionamentos comum: o usuário cadastra um email, monta seu perfil e já pode começar a procurar um parceiro.

O site permite uma busca segmentada por amizades, namoros ou experiências cristãs. Um relacionamento sério, entretanto, é o que mais motiva os usuários a se integrarem à rede. Por dia, ela recebe centenas de novos cristãos, sendo que a maior parte desse grupo é formada por mulheres.

Na página inicial do Amor em Cristo podem-se ler os testemunhos de namoros que deram certo. Alguns acabaram em casamento. De acordo com Carlos Vinicius Buzulin, CEO do site, a equipe recebe cerca de dez louvados depoimentos por mês.

Érica e Moisés foram os primeiros usuários a trocar alianças. Os dois começaram a se falar em março de 2003 e se casaram três anos depois. Em 2009 a primeira filha do casal veio ao mundo. Chama-se Samara, nome que significa “a protegida de Deus”.

Outro romance que teve um final feliz foi o de Leticia e Renato. Ele se conheceram por meio do Amor em Cristo em agosto de 2009. Primeiramente ficaram tensos: ele mineiro, ela baiana, temiam nunca se encontrar pessoalmente por conta da distância. Dois anos depois, em 18 de outubro, estavam casados.

Mas nem só de amor vive o Amor em Cristo. Para acessar a página, os usuários precisam pagar uma taxa mensal de 15,90 reais. O fiel pode se cadastrar gratuitamente, mas, para usar o programa de bate-papo – que facilita a troca de fotos – têm que desembolsar a quantia.

O mesmo grupo que administra a rede social criou também o DescontoGospel.com, um site de compras coletivas, por onde circulam filmes educativos, camisas, Bíblias, pendrives, DVDs e CDs. “Somos Evangélicos e gostamos de trazer inovações e qualidade para o nosso meio”, resume Buzulin, também é o CEO da página, que pretende oferecer descontos de até 50% para os cristãos.

Fonte: Carta Capital

 

Published in: on fevereiro 6, 2012 at 13:03  Deixe um comentário  

A ciência e a religião

Um estudo realizado na Universidade de Rice (EUA) mostra que apenas 15% dos cientistas das principais universidades daquele país veem a religião e a ciência como estando em conflito permanente.

Apenas 15% dos entrevistados veem a religião e a ciência como sempre em conflito.

Outros 15% dizem que os dois nunca estão em conflito.

Mas 70% acreditam que a religião e a ciência apenas algumas vezes estão em conflito.

O estudo mostrou que a maioria dos que acredita em um conflito permanente tem um tipo particular de religião em mente (e de pessoas e de instituições religiosas).

Grande parte dos entrevistados atribui a crença no conflito entre ciência e religião a problemas na esfera pública, sobretudo o ensino do criacionismo versus evolução e as pesquisas com células-tronco.

Caminhos válidos de conhecimento

Ao longo da história, a ciência e a religião têm aparecido como estando em conflito perpétuo.

Mas o novo estudo sugere que apenas uma minoria dos cientistas acredita que religião e ciência exigem fronteiras.

“Quando se trata de questões como o que é a vida, formas de compreensão da realidade, as origens da Terra e como a vida se desenvolveu sobre ela, muitos veem a ciência e a religião como estando em desacordo e até mesmo em conflitos irreconciliáveis,” conta Elaine Howard Ecklund, coordenadora da pesquisa.

Mas, excluídos os fundamentalismos de ambas as partes, a maioria dos cientistas entrevistados por Ecklund e seus colegas acredita que tanto a religião quanto a ciência são “caminhos válidos de conhecimento” que podem trazer um entendimento mais amplo de questões importantes.

Aproximadamente metade dos cientistas expressou alguma forma de identidade religiosa.

“Grande parte do público acredita que, conforme a ciência se torna mais proeminente, a secularização aumenta e a religião decresce,” disse Ecklund. “Descobertas como essa entre cientistas de elite, que muitos acreditam não serem religiosos, põem definitivamente em questão as ideias sobre a relação entre a secularização e a ciência.”

Estratégias de ação

O estudo identificou três estratégias de ação utilizadas por esses cientistas de elite para gerenciar os limites entre a religião e a ciência e as circunstâncias em que os dois poderiam se sobrepor.

– Redefinição de categorias – os cientistas gerenciam o relacionamento ciência-religião alterando a definição de religião, ampliando-a para incluir formas não-institucionalizadas de espiritualidade.

– Modelos de integração – os cientistas usam deliberadamente a visão de outros cientistas influentes que eles acreditam que integraram com êxito as suas crenças religiosas e científicas.

– Discussões – os cientistas se engajam ativamente em discussões sobre as fronteiras entre ciência e a religião.

Integração entre ciência e religião

Veja uma lista de outras conclusões do estudo:

68% dos cientistas entrevistados se consideram espirituais em algum grau.

Os cientistas que se veem como espirituais/religiosos são menos propensos a ver a religião e a ciência como sendo irreconciliáveis.

No geral, mesmo os cientistas mais religiosos foram descritos em termos muito positivos pelos seus pares não-religiosos, o que sugere que a integração da religião e da ciência não é tão desagradável para todos os cientistas.

Os cientistas como um todo são substancialmente diferentes do público norte-americano na forma como veem o ensino do design inteligente nas escolas públicas.

Quase todos os cientistas – tanto religiosos quanto não religiosos – têm uma impressão negativa da teoria do design inteligente.

Fonte: Diário da Saúde

Dias atrás participei de um Congresso de Verão na Comunidade das Nações, igreja a qual congrego, e tive a honra de ouvir o cientista Adauto Lourenço. Durante a sua palestra Lourenço citou a frase de um outro cientista que diz: “Toda ciência devidamente estabelecida e toda a Bíblia corretamente interpretada nunca entrarão em contradição”. Concordo plenamente.

O que a ciência tem descoberto de todas as coisas criadas?

“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” Apocalipse 4:11.

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” João 1:3.

“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.” Colossenses 1:16.

O Criador de todas as coisas? Jesus Cristo!

A Ele seja dada toda a glória, honra e louvor.

Flávia Aleixo.

 

Published in: on janeiro 30, 2012 at 16:11  Deixe um comentário  

Igreja que existe só na internet? Opa! A história não é bem assim…

A ideia surgiu em frente a um computador na pequena cidade de Bezerros, interior de Pernambuco. O pastor Radamés Gonzaga, de 40 anos, havia acabado de se separar e buscava um novo projeto de vida. Em uma pesquisa, descobriu que 600 mil sites pornográficos eram criados por dia.

— A internet é o maior veículo de corrupção, e sem a menor censura. É preciso fazer algo para se opor a isso — explica ele.

Assim surgiu o Ministério Interdenominacional Intervasos de Deus. O nome estranho se explica: “inter” por causa da internet e o “vasos” porque “Várias passagens bíblicas chamam os cristãos de ‘vasos do Senhor’”, explica Radamés.

No site, são três programas diários, que pregam os ensinamentos da igreja. Entretanto, Radamés garante que o portal não pretende retirar os fiéis de suas congregações, mas auxiliá-los enquanto estiverem navegando pela internet.

— Somos um ministério. Nossa preocupação é quando o jovem está em casa, sozinho, navegando na internet — afirma Radamés.

Somente no último mês, o site recebeu 5 mil acessos, diz o pastor. Para 2012, Radamés tem novos planos. Hoje, estreia um programa de debates e, a partir de fevereiro, os fiéis poderão também assistir aos cultos em um espaço físico, em Copacabana.

Fonte: Extra

Ao ver a matéria publicada na rede, Ramadés deixou o seguinte recado aos leitores: “Paz amados, sou o Pastor Radamés InterVaso de Deus a qual a matéria se refere. O Jornal EXTRA por não saberem que geralmente quando falamos “IGREJA” estamos nos referindo a Denominação lançou a matéria “Pastor cria Igreja que só existe na Internet”. Quero aqui registrar que somos um Ministério Interdenominacional chamado Intervasos de Deus (MIID). Não temos a menor pretensão de tirar ninguém de suas congregações mas oferecer suporte e apoio a Ministérios, Comunidades, Convenções, Pastores, Missionários, Pregadores e todos aqueles que defendem a bandeira do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Nosso endereço é http://www.miid.net.br/ obrigado pelo apoio. Nosso lema é : “Conectados com o mundo; Tera Conectados com Deus”.

Flávia Aleixo.

Published in: on janeiro 27, 2012 at 11:58  Comments (4)  

Guia: Como lidar com rompimentos na era digital

Terminar um namoro nunca é fácil. E o mundo cada vez mais conectado não torna as coisas melhores. Ao mesmo tempo que o Facebook pode te ajudar a fazer a fila andar mais rápido com novas paqueras, a rede de relacionamentos pode tornar bem mais difícil esquecer antigos amores.

Foto: Divulgação

Para te ajudar na árdua tarefa de lidar com relacionamentos na era digital e recomeçar a vida, Galileu preparou um guia de etiqueta online para o fim de namoros. Aprenda a se livrar da ex-namorada exibicionista no Facebook ou do ex onipresente no Twitter e o que fazer com mensagens de texto enviadas na madrugada.

1. Terminar por SMS, pode? Não, não e não. Por pior que pareça, ter uma conversa franca cara a cara é o único jeito aceitável de se terminar um relacionamento – mesmo que ele tenha durado 3 semanas. É sinal de respeito. Por pior que as coisas estejam, nunca envie uma mensagem de texto no celular do outro escrito: “Precisamos conversar”. Isso só vai deixar seu parceiro angustiado, encontre, converse e resolva. Se você for a pessoa que recebeu essa terrível mensagem pelo celular, a única coisa madura a se fazer é levar a conversa para fora do mundo digital e se encontrar para conversar pessoalmente. Vai doer, mas é necessário.

2. Quando mudar seu status de relacionamento no Facebook? A primeira dica é ser discreto. Não precisa esfregar na cara de todos os seus amigos que agora você está solteiro. Até porque, se o rompimento durar apenas alguns dias, você não vai passar pela situação ridícula de ter que voltar a colocar “em um relacionamento sério”. Para fazer as coisas de maneira reservada, antes de trocar seu status para solteiro, vá em suas configurações de privacidade e selecione a opção para seu status de relacionamento aparecer para “somente eu”. Só depois mude para “solteiro”, ninguém vai perceber a alteração. Quando você estiver pronto para assumir para o mundo sua solteirice, vá em suas configurações de privacidade e coloque aparecer “para os amigos”, assim, aparece no feed deles. Mas se sua intenção é evitar que as pessoas, desavisadas do término, te perguntem “como vai o fulano”, mudar o status publicamente pode resolver.

3. O que fazer com as lembranças digitais do casal que acabou? Na época dos seus avós, bastaria colocar as cartas e fotografias numa caixa e guardar no fundo do armário. Na era dos computadores e smartphones, colocar os emails e JPEGs numa pasta do computador não garante que você não vá dar uma olhadinha de vez em quando. Calma, não precisa deletar todos os vestígios do ex-casal. O que dói agora, pode ser uma boa lembrança no futuro. O melhor é salvar tudo num pen drive ou HD externo.

4. E as fotos online? Se elas estiverem no seu álbum, é mais fácil. Quando forem fotos só com o casal, você pode apagar sem culpa – seu ex fará o mesmo. Quando forem fotos entre amigos ou família, vai depender de seu grau de sofrimento ao olhar para elas. Na dúvida, apague e coloque outras no lugar. Se você e o ex estiverem marcados nas fotos de amigos, pode excluir sua marcação sem culpa também. Ou, nas configurações de privacidade, escolha para que as imagens marcadas apareçam só para você. Se você não liga e é moderninho, pode deixar a marcação nos álbuns de outras pessoas. Mas sempre corre o risco de alguma nova paquera desistir ao te ver tão feliz – que é como todos aaparecem nas fotos de redes sociais – com outra pessoa.

5. Devo deletar o ex das redes sociais? Nenhum término é bom, então é bem provável que você fique mexido ao ver o nome da pessoa piscando do MSN e Gtalk. Deletar de vez é drástico e mostra que você está sentido demais. O melhor é encontrar alternativas. No Facebook, há uma opção para esconder as atualizações de alguém em seu feed (basta clicar no “X” que fica ao lado direito de um post da pessoa e clicar na opção “ocultar todos por ”). Lembre-se: o que os olhos não veem, o coração não sente. Mas Rosana Hermann, jornalista e twitteira de carteirinha, diz o contrário sobre deletar o ex. “Jamais! Sabe aquela coisa de manter os amigos próximos e os inimigos mais próximos ainda?

6. E “curtir”, pode? Nada de “curtir” atualizações ou links engraçados que o ex coloca no Facebook, ao menos, não por enquanto. O mesmo vale para o “RT” no Twitter. A hora certa de voltar a interagir online? É a mesma hora que você acha que está tranquilo para encontrar a pessoa de verdade por aí. Dessa vez, Rosana concorda. “Aí, não. Tem que ser só na sombra, na silhueta.”

7. Evite ligações ou SMS na madrugada. Quem nunca fez ou recebeu que atire o primeiro celular. Se você é o alvo, desligue o aparelho ou tire o som quando for dormir. Uma hora a coisa para. Se você é a pessoa que bebe um pouco mais e faz do celular uma arma, pode existem alguns truques para evitar passar por uma situação ridícula. O primeiro é apagar o telefone do ex. Se você sabe o número de cor ou não quer apagar, pode trocar o nome do contato para o de alguém que você nunca ligaria, escrever “não faça isso” no lugar do nome… O principal é não se iludir achando que vai reatar o relacionamento enquanto estiver bêbado na madrugada.

8. Devo manter amigos de ex no Facebook? Depende. Se eles são seus amigos também não tem nem o que questionar. Mas saiba que eles podem fazer com que você se lembre do ex com mais frequência. Em todo caso, é melhor usar a técnica de ocultar atualizações.

9. Quando voltar a interagir online com o ex? Para evitar recaídas – a menos que seja essa sua intenção – tenha paciência. Vale a dica de imaginar a pessoa namorando outro. Se não dói mais, já hora de levantar a bandeira branca e dizer um “oi” despretencioso.

10. E agora? Eliminar o ex de sua vida virtual é trabalhoso, mas não é impossível (demos uma mãozinha nos itens anteriores). Agora é a hora de usar a internet para o que ela tem de melhor: conhecer gente nova ou reatar velhos laços! Não é novidade que as redes sociais são muito úteis na hora da paquera. Mas seja discreto, não pareça desesperado demais.

O que nunca fazer:

– Esbanjar uma felicidade falsa mostrando fotos de festas logo depois do término, não cola.
– Ficar fazendo lamentações online sem direcionar a ninguém – só você acha que ninguém sabe de quem está falando.
– Mudar seu status para “solteiro” e sair paquerando todas as amigas da rede no mesmo dia. Desespero não é afrodisíaco.

Fonte:  Revista Galileu

Published in: on junho 24, 2011 at 15:14  Deixe um comentário  
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