Edição de Brasília do Carnafacul está cancelada e vira caso de polícia

A edição de Brasília do Carnafacul está cancelada e ainda virou caso de polícia. Prestadores de serviço e investidores do evento registraram um boletim de ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília, relatando o suposto descumprimento do contrato assinado com a JRD Produções Artísticas e Culturais. A falha inviabilizaria a realização da festa, prevista para o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. A JRD é a empresa detentora da autorização para usar a marca Carnafacul, uma franquia com mais de 10 anos de mercado e tradição em festas de axé music.

Segundo um dos investidores do evento, o cancelamento da festa partiu da empresa Marcello Borgerth Produções e Eventos S/S Ltda, dona da franquia. O anúncio foi divulgado na última terça-feira, no site De Boa BSB. Na nota, a empresa informa que a festa não vai acontecer “em virtude do descumprimento das obrigações contratuais” (leia fac-símile). O Correio tentou falar com Marcello Borgerth, mas os celulares estavam desligados. Ele também não retornou as ligações.

O público estimado da Carnafacul era de 10 mil pessoas. O ingresso para a pista era vendido por R$ 50 e R$ 60 e o camarote, por R$ 130 e R$ 150. No site de divulgação do evento, também era anunciada a apresentação de seis atrações em quatro trios elétricos. Entre eles, Alexandre Peixe, Cheiro de Amor, Timbalada, João Neto e Frederico e Clima de Montanha. A sexta atração seria uma surpresa dos organizadores para o público.

Ainda não se sabe quantas pessoas podem ser prejudicadas por conta do cancelamento do evento. Pelo menos sete, entre investidores e prestadores de serviço, registraram queixa na 5ª DP. Entre eles, um produtor que atua há oito anos no mercado e investiu cerca de R$ 100 mil na Carnafacul. “Essa festa é muito famosa e a empresa que detém a marca também é bastante conceituada entre os produtores e artistas. Eu confiei na marca Marcello Borgerth”, afirmou João*.

Segundo ele, uma mulher de nome Andria, representante da JRD Produções, o procurou para oferecer participação na festa. “Ela dizia que a empresa é do marido dela, de nome Jair. Ela usava um escritório emprestado, o que também é muito comum entre os produtores. Tinha por trás dela o nome da Marcello Borgerth. Não havia motivo para suspeitarmos de nada”, disse.

As primeiras desconfianças de que havia algo errado surgiram quando os pagamentos por parte da JRD deixaram de ser feitos. “Esse aporte dos investidores é usado para pagar a panfletagem, parte do cachê das bandas, entre outras coisas. Acontece que isso não foi feito. Fui buscar a prestação de contas e a senhora Andria começou a adiar. Vi que tinha algo obscuro e pedi para sair do negócio”, detalhou.

A reunião para rescindir o contrato teria sido marcada para a última terça-feira. Porém, Andria não apareceu e ele procurou a polícia. “Quando reunimos outros investidores, descobrimos que ela vendeu 110% da festa. Significa que no rateio dos lucros alguém ficaria no prejuízo”.

O advogado Vicente Reis representa sete pessoas que se sentiram enganadas pela JRD. Ele não informou o contato dos clientes que prestaram queixa na delegacia e não soube informar quantos ingressos haviam sido vendidos. O delegado-chefe da 5ª DP, Laércio Rosseto, não foi localizado.

O número
R$ 150

Valor que era cobrado para o camarote mais caro do carnaval fora de época

Foto: Divulgação

* O nome usado na reportagem é fictício a pedido do entrevistado.

Fonte: Correio Braziliense

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Published in: on setembro 16, 2010 at 11:29  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Também fui lesado por essa Andréia e estou correndo atrás com algumas amizades que tenho na cidade de Salvador. Consegui descobrir que ela já era procurada, fiz uma pesquisa nas delegacias até chegar no Fórum Criminal onde ela já tinha uma ordem de prisão. Não vou descansar até prender essa estelionatária.

  2. Ao delegado-chefe da 5ª DP, Laércio Rosseto, não foi localizado. Prezado Senhor procure informações no Forum Criminal Desembargador Carlos Souto da Cidade de Salvador – Bahia. O Senhor vai constatar que já existe uma precatória com ordem de prisão para a Tal Andreia. Tel. do Foro 071 3321 0477. Vamos botar na cadeia esses pilantras.

  3. Prezados Parceiros. Referente a essa dupla de estelionatários, Andreia e Jailton Reis Dantas, já deixaram marcas de sujeiras em vários estados. Existe Precatórias expedidas com ordem de prisão na Bahia, precisamente em Salvador. Cuidado com essa dupla da JRD Produções. O Tal Jailton Reis Dantas é ex-integrante fundador da famosa banda MEL. A sua mulher a Andreia vulgo BEBÊ é muito perigosa e é procurada por vários estelionatos. Cuidado com esse casal marginal.


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