O filme Eclipse, sucesso teen…

Senso crítico

Assistir a um filme não é problema algum. O que não pode é fazer do roteiro um modelo a ser seguido. O cinema influencia o pensamento e o comportamento das pessoas. Mas cabe a cada um decidir se permite ou não ser influenciado. Cada pessoa deve ter senso crítico e discernimento espiritual para perceber sobre o assunto do filme que assiste.

Os números

Um dos assuntos atuais da sétima arte é o filme Eclipse, lançado dia 30 de junho no Brasil, vindo dos Estados Unidos. Com direção de David Slade, com gênero de romance e fantasia, 124 minutos de duração, classificação etário de 14 anos, Eclipse teve orçamento de US$ 68 milhões e estima-se que o lucro com a veiculação seja de US$ 275 milhões.

Eclipse é a adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome da escritora Stephenie Meyer. Faz parte de uma série Crepúsculo assim como Lua Nova.

Eclipse quebrou o recorde de público sendo exibido em 42 países. No Brasil, quase dois milhões de pessoas assistiram ao filme somente nos cinco primeiros dias do lançamento. Bilheteria muito disputada pois está sendo exibido em 780 salas de cinema nop território nacional.

Sinopse

Em Eclipse, Bella encontra-se em perigo por causa de Victoria, que ainda a ameaça para vingar a morte de seu ex-parceiro James. Enquanto isso, várias mortes sem explicação passam a acontecer em Seattle, uma cidade próxima a Forks. Bella também se vê obrigada a decidir seu amor entre Edward e Jacob e, relacionado com isso, a permanecer humana ou tornar-se vampira.

À luz da Bíblia

Os adolescentes estão em fase de crescimento e conseqüente amadurecimento. Quando não educados dentro de casa e à luz da Bíblia, os adolescentes – por moda, influência dos amigos, curiosidade, desconhecimento ou mesmo vontade própria -, deixam-se levar por comportamentos que não condizem com as Sagradas Escrituras. A tendência cultural e a moda do momento é o vampirismo. Não é uma doença ou um problema psicológico. Vampirismo está ligado ao ocultismo e traz conseqüências espirituais a quem o pratica.

Muitos adolescentes e jovens escolhem seguir essa corrente e nos cemitérios, em qualquer lugar do mundo, é possível encontrá-los praticando rituais bizarros. Muitos tomam sangue humano, adoram Satanás, não tomam sol, usam roupas negras – o que não significa que todas as pessoas que usem roupas pretas sejam vampiros -, são depressivos e cometem suicídio pois acreditam que ressuscitarão vampiros.

A Bíblia traz versículos que podem ser aplicados à essa situação de adoração ao ocultismo. Em I Coríntios 6:9, está escrito: Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas. Dando continuidade ao mesmo livro, no capítulo 10:7 lê-se: Não vos façais, pois, idólatras. Já em Apocalipse 21:8 diz: Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. Em Apocalipse 22:15 comenta que no céu não entrará: Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.

O que o pastor diz sobre o assunto?

O pastor conselheiro dos adolescentes da Batista Central, Marco Antonio Sousa, acredita que os cristãos devem ter moderação para analisar fatos e comportamentos que são propostos em filmes e outras publicações. “A Bíblia diz que devemos examinar tudo e reter o bem. Portanto, não podemos satanizar tudo que vemos. Sempre o que vemos nesses filmes é a luta do bem contra o mal e no final o bem acaba vencendo. Está é uma visão simples que quase sempre devemos adotar”, explicou.

Contudo, Marco Antonio enfatiza que as pessoas precisam ficar atentas e conscientes sobre o que é certo e errado. “Obviamente que, fora do filme, onde vemos pura ficção, existem casos reais de pessoas que aderem ao vampirismo e outros rituais satânicos. Essas práticas são abomináveis para Deus e os cristãos e a sociedade de forma geral devem fugir desse tipo de comportamento. Quando buscamos algo que Deus não aprova, abrimos brechas e permitimos que o inimigo nos afaste de Deus. A Bíblia condena práticas satanistas como feitiços e rituais com mortos”, destacou o pastor.

Vale relembrar aqui o que já foi dito nas primeiras linhas desse texto. As pessoas, em especial os adolescentes, devem ouvir, ler e ver todos os assuntos e reter – adotando como prática construtiva em suas vidas – o que edifica, o que é princípio bíblico.

Entre vampiros e lobisomens

A terceira parte da série de filmes baseados nos livros de Stephenie Meyer traz um embate entre dois clãs de vampiros – e para vencer a batalha, os Cullen têm de unir forças com os lobisomens e passar por cima de uma rivalidade secular entre as criaturas.

Além de focar no tema amor entre uma moça (humana) por um rapaz (que é vampiro), o filme Eclipse comenta também de outro tema: o vampirismo.

Mas o que é isso? Vampirismo é uma palavra abrangente que refere a uma antiga tradição de vampiros fundada no antigo Egito. Está relacionado também ao ato e forma de retirar a energia ou sangue de outra pessoa, de forma involuntária pelo meio de ataque vampírico, ou de forma voluntária pelo intermédio de doadores. Por alguns é considerado uma doença, mas para outros é a forma comum para adquirir o seu sustento. A versão mais tradicional e menos mediática vê o vampirismo como uma religião e sistema filosófico, sustentado por espiritualidade predatória e onde é dada uma grande ênfase à prática metafísica, cujo nome é Asetianismo.

A religião dos vampiros – A tradição Asetiana, com origem no antigo Egito, é habitualmente vista como a religião dos vampiros. Uma tradição milenar, centrada em espiritualidade predatória, que tem uma forte componente esotérico, como os conceitos de dualidade universal, bem como a importância da “vontade” e do “Eu Superior” relativamente à evolução pessoal e prática espiritual. Conceitos esses que estão também presentes em diversas tradições de “Mão Esquerda”, como o caso da Thelema, criada e desenvolvida pelo mago Aleister Crowley, dando assim origem a muitas associações entre o Asetianismo e a magia negra com os lados mais temidos do vampirismo enquanto prática real na sociedade moderna.

O vampirismo é também uma vertente obscura e misteriosa dos estudos ocultistas, baseado em espiritualidade predatória. Os conceitos de vampirismo sob esta análise distinguem-se do vampirismo observado na ficção bem como os conceitos espalhados pela sua mitologia. É uma antiga tradição de mistérios, em que os seus defensores referem que data desde os tempos do antigo Egito. Grande parte do conhecimento sobre esta tradição, são mantidos por uma antiga ordem de mistérios que dá pelo nome de Aset Ka, cuja influência na sociedade ocultista é reconhecida a nível internacional, e cuja sede em Portugal encontra-se localizada na cidade do Porto.

O livro central relativo à tradição vampírica é a Asetian Bible, a Bíblia Asetiana, cuja versão de acesso público foi publicada em 2007 pela Aset Ka e escrita por Luis Marques, um autor de origem portuguesa reconhecido internacionalmente como especialista em simbologia antiga, mitologia e religião.

Ankh (cruz egípcia)

Fonte: Divulgação

Ankh, conhecida também como cruz ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna. Os egípcios a usavam para indicar a vida após a morte. Hoje, é usada como símbolo pelos neopagãos.

A forma do ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui as suas extremidades superiores e inferiores bipartidas.

Há muitas especulações para o surgimento e para o significado do ankh, mas ao que tudo indica, surgiu na quinta dinastia.

Quanto ao seu significado, há várias teorias. Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo da vida e fertilidade, representando o útero. A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização.

Outro lado da ankh

Simbolizando a vida eterna, esse desenho foi associado ao vampirismo depois que foi lançada o filme The Hunger – Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catherine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue. Mas essa foi uma associação cinematográfica. A criação do símbolo nada tem a ver com o filme, sendo anterior a este. Na cultura pop é que o desenho foi ligado ao vampirismo.

No filme, há uma cena em que a dupla, usando ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi’s Dead, do Bauhaus. Assim, elementos como a figura do vampiro, o ankh e a banda Bauhaus podem atuar num mesmo contexto; neste caso, a subcultura gótica.

Foi por causa desse filme que o ankh foi inserido no vampirismo e usado pelos adeptos da cultua obscura.

Fonte: IBCB

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Published in: on julho 11, 2010 at 14:46  Deixe um comentário  

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