Adultério, troca de casais, enganação e divórcio

Há uma blitz na mídia com o objetivo de destruir o lar cristão. Satanás se move para arruinar todo casamento, romper todo relacionamento cristão e destruir o conceito de “fiel… até que a morte nos separe” ordenado por Deus.

A TV e artigos das revistas iniciam um ataque sem trégua contra a antiga idéia de “ser fiel um ao outro”. Sugerem que todo casamento precisa “ter um caso fora”, e que o matrimônio pode ser mais saudável com um pouquinho de enganação. Querem que a gente acredite que todo mundo está enganando um pouco, que é normal ficar dividido entre dois parceiros. O adultério, a troca de casais e traição são tão prevalentes agora, que nem mais nos surpreendemos. A pressão para a traição está ficando mais intensa entre os cristãos, também.

Como Deus poderia pestanejar diante do jeito que tantos cristãos agora descartam os cônjuges por meio da separação e do divórcio? Cristãos aos milhares – incluindo multidões de ministros – estão correndo aos tribunais e esquecendo suas promessas – para poderem ficar com outra pessoa. O divórcio hoje em dia não é mais pecado do que cuspir na rua.

Os que se tornam desobrigados do casamento falam de incompatibilidade, que não tinha solução, que o amor acabou, que seria pior para eles e os filhos caso segurassem a relação, que não querem sufocar suas personalidades. Geralmente, é assim. Em poucas situações o divórcio é inevitável. Mas em minhas observações, nove em cada dez casos as pessoas já estão tendo outra pessoa um pouco após, ou mesmo durante o divórcio.

Divórcio é uma maneira de deixar o velho amor em troca de um novo. Então em geral o segundo casamento não se torna melhor. Tenho aconselhado a muitos que confessam seu segundo e terceiro casamentos terem sido até piores que o primeiro. Os que buscam o divórcio deveriam olhar em torno, e fazer algumas perguntas a outros que tomaram esse caminho. Só poucos estão realmente felizes de novo. Em geral é como pular da frigideira para o fogo.

O divórcio é rua sem saída – e uma vida com outro companheiro dificilmente consegue trazer alegria e paz duradouras. Quando dois divorciados se casam entre si, geralmente é uma união de dois derrotados. Trazem ao segundo casamento um monte de problemas não resolvidos.

Divórcio e segundo casamento não são o verdadeiro plano de Deus, e apenas os que são vítimas inocentes encontram certa felicidade em outra união. Há ocasiões nas quais não dá para evitar o divórcio, e então a pessoa se casa novamente na vontade de Deus. Mas, mesmo então, ambos cônjuges têm de trabalhar e orar de um jeito extraordinário para manterem o amor e a alegria. Mas tais são exceções à regra.

Que terrível vergonha que tantos cristãos que declaram Cristo ser capaz de curar, que Deus responde orações – não poderem aceitar ou crêr nEle para a cura de seus casamentos. Estou convencido de que se duas pessoas realmente querem que o casamento dê certo, e não estão secretamente desejando outra pessoa, então raramente a situação não tem esperanças.

O meu coração dói ao ver tantos lares bonitos acabando. É de assustar ver tantos casais separando-se, até mesmo os que aparentam estar lindamente unidos. Neste exato momento estamos vivendo um dilúvio de separações e divórcios entre casais cristãos, e todos os “especialistas” estão investigando o problema, tentando achar o porque de em cada dois casamentos, um acabar em fracasso.

O usual é que maridos e esposas traiam o outro porque deixaram de se comunicar, ou porque se distanciaram. Hoje em dia nem sempre esse é o caso. Estive em aconselhamento com inúmeros esposos e esposas que declaram estar profundamente apaixonados por seus cônjuges, que se comunicam bem, que desfrutam de preenchimento sexual com o outro, mas que se viram presos em um relacionamento secreto fora. Não conseguem me dar um motivo por buscarem outra pessoa, senão dizer, “Simplesmente aconteceu. Nos vimos envolvidos, começamos a trocar idéias, trabalhar juntos, e simplesmente começamos a nos respeitar. Amo a pessoa com a qual me casei, mas tenho um respeito tão grande por…”.

O abusado tem um caso e esconde isso. Ele se gaba, desfruta cada momento de sua sedução secreta, e não mostra sinais de culpa ou remorso. Ele corre o risco de ser pego, e o sabe. Faz a roleta russa do desejo – esconderijo para encontros, conversas baixinho ao telefone, “viagens de negócios”, frases e saudações em código, e uma infindável rede de mentiras e enganações. Vai à igreja e age como se tudo fosse puro e santificado com ele – e afasta para longe todo convencimento (de pecado) vindo da parte do Espírito Santo. Submete-se à uma mentira, convencido de que seu caso é diferente, e que Deus compreende sua necessidade de estar com uma outra pessoa. A mulher que trai joga do mesmo jeito, mas em geral busca compensar devido à culpa, sendo boa e amorosa a mais, com o marido.

É bem diferente do marido ou esposa que é preso numa armadilha de Satanás, de modo inconsciente e involuntário. Esse marido ou esposa despreza o novo relacionamento, chora com culpa e com orações constantemente buscando forças para superar. Há um senso de vergonha por haver entristecido o Espírito Santo. Há o medo de ser descoberto, mas mais do que isso, o medo de machucar os filhos e amigos. Enquanto o abusado enganador justifica o que está fazendo, esse outro adúltero sofrido chora do fundo da alma: “Oh Deus, me livre da armadilha de Satanás. Me encha da tua santidade. Me purifique. Me liberte. Nunca permita que eu desgrace Teu santo nome”.

Um homem que foi pego em situação comprometedora há pouco me disse: “Aposto que qualquer marido e qualquer esposa já estiveram nos braços de outra pessoa após terem se casado. Não acho que haja alguém que não tenha beijado algum outro homem, ou mulher escondido”.

Outro homem com problemas me disse: “Simplesmente não acredito que hoje em dia haja algum casamento realmente feliz. Está todo mundo com problemas, e é por isso que tanta gente procura outra pessoa pra conversar. Querem ser compreendidos. A mulher quer alguém lhe dizendo que ainda é atraente, quer carinho. Ele quer paz, sossego e um pouco mais de excitação e romance. Toda essa gente andando por aí com essas carências se torna explosivo. Acabam tendo um caso”.

Creio que Jesus ainda perdoa adúlteros arrependidos. Ele não permitiu que ninguém jogasse pedras ou acusações contra qualquer pessoa pega em ato de adultério – se tal pessoa estivesse arrependida e desejosa de “ir e não pecar mais”.

Encontrei um evangelista numa viagem de avião. Esse irmão bem conhecido sentou-se à minha frente, beijando a jovem secretária e bebendo um coquetel após o outro. Levantei, me agachei ao seu lado e o repreendi com real amor cristão. Ele levou um choque. Prometi jamais expor o seu adultério e sua bebedeira se ele abandonasse aquela mulher e a garrafa, voltasse para casa com sua esposa, e pedisse ajuda a Deus. Ele chorou e me agradeceu por ser tão compreensivo e perdoador.

Duas semanas após, ele abandonou a esposa, sumiu com a jovem secretária, e continuou em seus caminhos de bebidas e adultério. Ele continua viajando, pregando – e vivendo em pecado. Mas, pior de tudo, ele se gaba de seu adultério. Diz, “Ora, faço isso desde quando fui salvo. Já aconteceu antes. Ta tudo certo. Tenho assim grandes necessidades físicas. Deus está comigo – Ele compreende”.

Não! Nunca! Deus não compreende esse tipo de blasfêmia. Devemos restaurar todo irmão e irmã em Cristo que tenha caído, caso se arrependam e estejam desejando mudar suas vidas. Mas, não devemos nunca ficar alisando e consolando os que se gabam do desvio sexual.

Eu e meus amigos ministros não estamos isentos da tentação da infidelidade. Mesmo os pastores das maiores de nossas igrejas, mesmo os mais respeitados evangelistas, os mais santificados dos servos de Deus todos são capazes de uma escapada. Satanás está determinado a levar ao erro “os eleitos, os escolhidos pelo próprio Deus”. E devem ficar atentos os que estão de pé, para que não caiam. Num momento de fraqueza, qualquer cristão pode ceder à tentação de outros encantos. Mas isso não precisa acontecer. Cristo tem o poder para nos conservar fiéis. Caso queiramos, há ampla força e encorajamento à disposição para que resistamos à toda sedução. Mais importante do que tudo devemos odiar a simples idéia do adultério e da fornicação. Devemos ver isso como um câncer que destrói tudo que é sagrado e santo.

Com justiça fico tão indignado com a tentativa diabólica de destruir os casamentos cristãos, que tenho vontade de investir brigando com os braços. Vamos parar com as mentiras, as poses, e entrar direto no coração do problema. Se você tem problemas em seu casamento, é melhor ouvir bem. O que tenho a dizer se refere apenas aos verdadeiros seguidores de Jesus.

Um dia perguntei a Deus em oração por que tantos ministros – por que tantas pessoas aparentemente piedosas, incluindo evangelistas, pastores, leigos – estão deixando as esposas e se apaixonando por outrem. Por que se divorciam e vivem em adultério? Por que há múltiplos milhares de cristãos deixando seus casamentos, se separando e indo embora?

A resposta? Autogratificação, em lugar da busca da glória e da retidão do Pai.

Jesus diz: “Aquele que fala por si mesmo busca a sua própria glória, mas aquele que busca a glória de quem o enviou, este é verdadeiro; não há nada de falso a seu respeito” (João 7:18).

Os que abandonam o matrimônio não estão na busca da glória só de Deus! Não são consumidos pelo desejo de agradar só a Ele. Não! Eles preferem a sua própria glória – a sua própria gratificação. Jesus diz: “Estivera você fiel às suas promessas, não haveria desejo de cometer adultério, de se divorciar – você não se desviaria, caso realmente quisesse buscar somente a Minha glória”.

Hoje em dia, é tudo eu, o meu! A minha satisfação! O meu crescimento, o meu desenvolvimento! A minha necessidade de preenchimento! A minha solidão! A minha frustração, o meu vazio! A minha ânsia em busca de alguém que realmente me entenda. É tudo centrado no ego. Tudo centrado nas necessidades do próprio eu. O que Deus pensa agora é secundário. O que traz glória a Deus é superado por aquilo que traz felicidade ao indivíduo. Nada de andar a segunda milha. Nada de voltar ao primeiro amor após se arrepender e mudar. Nada de luta. Nada de negar a si mesmo! Nada de sentir as necessidades do outro! Nada de por de lado necessidades egoístas – é tudo “me dê tudo que preciso para ser feliz – não importa o custo”.

Nos tornamos tão orgulhosos e egoístas. Esse orgulho está tão forte hoje em dia, que muitos casais apenas estão juntos – vivendo um inferno – simplesmente porque são muito orgulhosos para romper. E, se um dos lados se separa, o outro muitas vezes sofre apenas em seu orgulho. Quando ela parte, o orgulho dele dói porque acha que as pessoas o irão considerar um fracasso. Que vergonha! Acabemos com esse orgulho que fede. Chega de nos preocuparmos sobre o que os outros vão dizer! Devemos nos ajoelhar e pedir perdão a Deus por termos cogitado sair de nossos casamentos.

Sim, maridos realmente traem. Somem das esposas. Alguns são homossexuais e o divórcio pode ser a única saída. Esposas realmente se enchem e partem. Elas realmente se apaixonam por outro e se mandam. Mudam-se para seus próprios apartamentos, e tentam ir levando sozinhas. Mas a tragédia real é que 95% de toda essa tolice poderia ser evitada! A maioria dos divórcios nunca deveria ter ocorrido. A maioria dos separados deveria parar.

Como? Começando com você mesmo, senhor. Se você ainda ama aquela mulher e não está envolvido com alguém secretamente, se você está querendo mudar e ser o homem que Deus quer que você seja; se você deixou todos os seus pecados ocultos – então fique a sós com Deus e se acerte com Ele! O problema realmente não é a sua esposa; mas sim o relacionamento pobre que você tem com o seu Salvador! E você, minha senhora, não acredito que Deus irá aceitar a desculpa de que “simplesmente não o amo mais”. Você pode ter deixado o seu primeiro amor em algum lugar em meio à toda a sua agonia e dor. Mas Deus diz: “Arrependa-se, lembre-se de como era, volte e faça tudo de novo” (Apocalipse 3:3).

O segundo amor de um pelo outro pode ser maior que o primeiro entre ambos. Há um primeiro e um segundo amor, e o segundo é sempre melhor. Nada está morto quando servimos um Deus criativo.

Você trai? Amarrado em outra pessoa? Caso não esteja, fique a sós com Deus e faça reparos em suas linhas de comunicação com o cônjuge. O seu primeiro amor por Jesus foi deslocado, e é por isso que tudo mais em sua vida está fora de foco.

Você não precisa sentar-se com um conselheiro e revisar o passado. Você e seu cônjuge, ambos precisam se humilhar e ir separadamente a Deus pedindo um renovado amor por Jesus, e um novo senso de Sua santidade e retidão. Não se conserta uma cerca simplesmente com desabafos. Não! Exponha isso sim, em oração – até que não sobre mais nada, senão vontade de obedecer a Deus. E, Deus diz: “Pois o Senhor, o Deus de Israel, diz que odeia o divórcio… e não se divorciem de suas mulheres” (Malaquias 2:16).

Deus odeia o divórcio – você deve odiá-lo, também. E se o seu casamento realmente não tem esperanças, então tendo feito tudo – se aquiete e deixe que Ele direcione os seus movimentos.

Pegue duas ótimas pessoas quaisquer, homem e mulher. Coloque-os na frente da congregação, cercados por santos em lágrimas e em oração. Deixe que eles cantem, preguem, orem e adorem com os demais. Mas, se estes dois baixaram seus padrões, se estão entregando-se a desejos impuros, se tornaram-se adúlteros aos olhos de Deus, ela é uma prostituta e ele é um fornicador. Toda falação em línguas não mudará nada. E se continuarem se gabando do pecado, ocultando-o, prosseguindo como se ninguém soubesse ou fosse descobrir, se não têm vergonha – cuidado! Deus os vai erguer em exposição e fazer deles um espetáculo. Deus irá ao final expô-los diante de todos. Se o povo de Deus reivindicasse apenas duas promessas poderosas, o adultério e o divórcio poderiam ser evitados: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Judas 24).

“Porque para Deus não haverá impossíveis” (Lucas 1:37).

Fonte: David Wilkerson em maio de 1977 / Padom

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Published in: on julho 5, 2010 at 12:11  Deixe um comentário  

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