Roriz divulga nota sobre a compra da bezerra

NOTA EXPLICATIVA

1. Em relação à recente denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sobre uma operação bancária realizada em março de 2007, no desconto do cheque de número 850023-1 do Banco do Brasil, emitido pela Agrícola Xingu S/A, em favor de Constantino de Oliveira no valor de R$ 2.231.155,60, reitero o que já consta nos autos da investigação iniciada naquela época e até hoje não concluída.

2. Tratou-se de uma operação privada entre mim e o senhor Constantino Oliveira, um empréstimo pessoal da ordem de R$ 300.000,00, registrado em contrato mútuo. A diferença entre o valor do cheque e o empréstimo solicitado por mim – R$ 1.931.155,60 – foi posteriormente depositada na conta do referido senhor, como está devidamente registrado no sistema financeiro nacional, sem qualquer questionamento de ordem fiscal.

3. Com os recursos do empréstimo comprei uma bezerra da Universidade de Marília (UNIMAR) por exatos R$ 271.320,00, conforme depósito realizado no dia 14/03/2007. Toda essa operação foi devidamente registrada na contabilidade da empresa Agropecuária Palma bem como da universidade. Cerca de R$ 30.000,00 foram emprestados por mim a Benjamin Roriz que depois me ressarciu.

4. Essa é, portanto, a verdade dos fatos. Qualquer outra ilação, qualquer outro entendimento ou juízo de valor se refere a interpretações equivocadas, algumas delas de absoluta má fé.

5. Sempre respeitei a lei e as instituições do meu País, mas não posso deixar de estranhar a ação do MPDFT que, depois de quase três anos de investigação, concluiu por um suposto crime de “tráfico de influência”, algo juridicamente descabível. Na ocasião, não era mais governador do Distrito Federal e, portanto, não poderia interferir diretamente na ação do então presidente do Banco Regional de Brasília.

6. É natural que em uma transação envolvendo valores tão expressivos eu buscasse, dentro da lei, apoio da direção do banco para sacar os recursos com segurança, até porque não me pertenciam e sim ao senhor Constantino Oliveira.

7. Não houve, também, qualquer prejuízo ao erário público, à instituição financeira ou à administração pública de maneira geral. O pagamento do cheque foi realizado normalmente, descontado com os fundos que existiam na conta bancária e ? ao contrário do que diz o MPDFT ? a operação foi considerada normal e legal, já que nem os diretores do banco e nem a instituição foram punidos, em caráter definitivo, pelo órgão regulador, no caso o Banco Central.

8. Diante disso tudo, denuncio à população do Distrito Federal e de todo o Brasil a manipulação eleitoral de algumas autoridades constituídas que deveriam, dentro de seu dever e obrigações, preservar a honra e a dignidade dos cidadãos.

9. É inaceitável, inclusive para a opinião pública, que na proximidade do processo eleitoral – em que lidero todas as pesquisas com intenções de voto da ordem de 50% – surja uma ação de improbidade administrativa, depois de três anos de investigação! Por que não a fizeram antes? Por que só agora concluíram que o presidente do BRB autorizou o desconto do cheque se desde o começo já se sabia disso?

10. São indagações que repasso a toda a população para demonstrar, cabalmente, que não temo qualquer investigação, porque sei que não cometi crime algum. E que não aceito ações políticoeleitoreiras!

Brasília, 14 de abril de 2010.

Joaquim Roriz

Fonte: Blog do Callado

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Published in: on abril 15, 2010 at 11:37  Deixe um comentário  

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