PV sai da disputa e deixa eleição indireta no DF com seis candidatos

Partido informou discordar da mudança nas regras do pleito. Eleições indiretas estão marcadas para sábado (17).

A dois dias das eleições indiretas que vão escolher o novo governador do Distrito Federal, o Partido Verde retirou nesta quinta-feira (15) a candidatura ao cargo. O partido concorreria com o administrador Nilton Batista. A servidora pública Deborah Aschar sairia como vice.

Em carta entregue à Câmara Legislativa o partido afirma que deixa a disputa porque discorda da mudança nas regras para a inscrição das chapas. Nas eleições indiretas, marcadas para sábado (17), os deputados vão escolher quem ocupará o governo do DF até 31 de dezembro.

“O partido entende que o processo está totalmente contaminado e comprometido pelo grupo que corrompeu as instituições públicas e manchou o nome da nossa capital no ano do cinquentenário. Os atuais deputados distritais não têm, com as exceções de praxe, a independência necessária que a gravidade do momento exige”, diz trecho da nota do PV.

Na terça-feira (13), a Mesa Diretora da Câmara Legislativa decidiu liberar a participação no pleito indireto a quem tem menos de um ano de filiação partidária – para os candidatos que pretendem concorrer nas eleições de outubro, a legislação eleitoral exige 12 meses de filiação.

“Por motivos pessoais mudaram as regras. Está havendo uma disputa de poder para ver quem vai governar Brasília. Não temos a intenção de fatiar o governo. O importante para nós são as ideias para melhorar a cidade”, afirmou o ex-candidato do PV, Nilton Reis.

Com a desistência do PV, passam a disputar o governo do DF seis chapas, encabeçadas pelos seguintes candidatos: Antônio Ibañez (PT), Rogério Rosso (PMDB), Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Messias de Souza (PCdoB) e o atual governador em exercício, Wilson Lima (PR).

Crise Política
O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital, envolvendo o primeiro escalão do Executivo local. As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.

Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.

Fonte: G1

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Published in: on abril 15, 2010 at 23:36  Deixe um comentário  

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