‘Não vou levantar bandeiras’, diz a senadora Marina Silva sobre o movimento gay

SÃO PAULO – A senadora Marina Silva (PV), pré-candidata à presidência da República, disse que houve mal-entendido quando um vereador de Alfenas, Minas Gerais, Sander Simaglio lhe entregou uma bandeira do movimento gay para fotografar em um evento em Minas Gerais. Marina recebeu a bandeira, mas não a estendeu. A senadora disse que não entendeu o que o vereador pediu. A pré-candidata afirmou que é aliada em vários aspectos de movimentos diferentes, como os Sem-Terra, mas não em todos os aspectos. Ela falou em coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores de Sorocaba, a 97 km da capital paulista.

– Não vou levantar bandeira como não faço em relação aos demais (grupos). Existem pessoas, por exemplo, que não colocam o um cocar de índio na cabeça. Eu deixo botar na minha cabeça. Eu sei que sou aliada e não sou o movimento em si. Agora, uma coisa é respeitar e não discriminar. O Estado é laico e as políticas públicas são para todos os cidadãos – afirmou.

Perguntada sobre ser contra ou não a união civil de homossexuais, a senadora disse que recorria à sua consciência.

– União de bens não é casamento. É um direito contituir patrimônio. Eles têm uma vida conjunta, têm direito de ter plano de saúde juntos. Outra coisa é o sacramento. Aí, reivindico questões da minha consciência como faço em relação ao aborto – disse.

A pré-candidata falou ainda sobre seus prováveis concorrentes à presidência.

– Não sou inimiga da Dilma e do Serra. Tenho respeito pelo presidente Lula há mais de 30 anos.

Marina Silva afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu estabilizar a inflação, assim como as reservas cambiais. Reconheceu ainda que programas sociais são necessários, referindo-se a conquistas do presidente Lula. E disse, que nos últimos 16 anos houve avanços, mas afirmou que é preciso corrigir erros.

Ao responder sobre mudanças necessárias no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Marina disse que ele não é um programa, mas sim, uma colagem de obras. Para ela, o PAC deveria ser uma perspectiva de sustentabilidade ambiental. Mas mesmo sendo uma “colagem de obras”, é vantajoso por viabilizar recursos.

Fonte: O Globo

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Published in: on abril 15, 2010 at 16:47  Deixe um comentário  

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